Ventre

Sopro no teu ventre uma melodia suave, terna. Os meus braços te acolhem, famintos de imaginação. Não desejo nada mais deste mundo, deste universo que me deixou reduzida ao meu sentimento por ti. Mas a imaginação encontra o seu lugar nos meus lábios, lábios esses que deslizam sem pausas e se demoram no sal da tua pele. No espelho, observamos o amor que se reduz a carne. Sentimos o sangue que se funde através das nossas peles, gozamos a hora do culmine com apreensão e liberdade. Esvazia-te. Esvazia-te de mim e de nós. Liberta o teu sal, fá-lo escorrer pela languidez dos nossos cumes. Abraça o sangue que aos poucos se impregna em ti.


Soffio una melodia dolce e tenera nel tuo grembo. Le mie braccia ti accolgono, affamate di immaginazione. Non desidero altro nulla di questo mondo, di questo universo che mi ha ridotto ai sentimenti che provo per te. Ma l’immaginazione trova il suo posto sulle mie labbra, labbra che scivolano senza fermarsi e indugiano sul sale della tua pelle. Nello specchio osserviamo l’amore che si riduce a carne. Sentiamo il sangue che scioglie la nostra pelle, godiamo l’ora del culmine con apprensione e libertà. Svuotati. Svuotati di me e di noi. Libera il tuo sale, fallo scorrere attraverso la languidezza delle nostre cime. Abbraccia il sangue che gradualmente si è impregnato in te.

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